Diário de Viagem #1 – Para onde eu vou?

Estamos oficialmente a duas semanas de distância das minhas férias!

Não é segredo nenhum que vou pro México e acho que seria interessante compartilhar com vocês como eu fiz tudo, principalmente porque de uns tempos pra cá (talvez por culpa da alta do dólar) os destinos latino americanos estão ficando mais e mais populares e pelo pouco que pesquisei não deixam nada a desejar para o Velho Continente ou a Terra do Tio Sam.

Também não vou mentir e dizer que não pensei na Europa logo de primeira, mas sabe como é né? Crise, euro nas alturas, meu salário não sendo essas coisas mas eu ainda queria conhecer algum país diferente… Sabe, aquela coisa de ir para um lugar onde nunca estiver antes etc etc etc.

Num primeiro momento me virei para o Peru, por conta de Machu Picchu e o famigerado bairro de Miraflores, na capital Lima, que foi cenário de um dos livros mais descaralhantes de cabeça que já li na vida (Travessuras de Menina Má, Mario Vargas Llosa publicado pela Alfaguara). Porém como sou uma viajante solitária li tantas coisas ruins sobre viajar sozinha para Lima (e ter que tomar vacina contra febre amarela) que acabei desistindo por ora, mas a cidade perdida dos Incas não vai me escapar por muito mais tempo não! Pensei por um tempo que tipo de passeio eu queria e que tipo de vista eu queria ter e me encontrei num impasse, queria ir para a praia, mas também queria uma cidade que me proporcionasse passeios culturais e muitas ruas pelas quais me perder.

Fuçando alguns sites de agência de viagem acabei topando com Puerto Vallarta, uma cidade litorânea na costa oeste do México. Uma cidadezinha pequena, com um centro histórico conhecido por ser ótimo para casais e como ponto turístico uma estátua de um cavalo marinho na orla da praia. Muito cenário de novela mexicana? Com certeza, mas me apaixonei pelas fotos e lá fui eu caçar preços de passagens, hotéis e etc. Acontece que PV só cobria uma parte das minhas ambições, mas bastou uma pequena pesquisa no google sobre o que fazer na Cidade do México que acabei definindo não só o roteiro, mas como também as datas dessa minha aventura latina.

Sinceramente não sei dizer porque nunca dei mais atenção para o México. Claro, eu sempre tive vontade de conhecer, mas nunca foi aquela vontade “vou me virar e conhecer de um jeito ou de outro” que tenho por alguns países da Europa ou Ásia (Japão, I’m looking at you!) sabe? O que é uma coisa bem idiota porque cresci assistindo a inúmeras novelas mexicanas no SBT, acho a cultura e culinária ricas e deliciosas e sempre quis visitar as ruínas das antigas civilizações.

Enfim! Uma vez que a gente escolhe o destino da viagem começa sempre a parte mais difícil: achar um hotel que se encaixe no famoso BBB – bom, bonito e barato. Lembro que quando fui para Londres fiquei uma semana olhando o hostelworld.com tentando definir um hostel para míseras duas noites, imagina então meu dilema para uma semana INTEIRA numa cidade? Fiz umas trocentas reservas diferentes e para cada opção eu floodei minha caríssima sis Fran pedindo ajuda porque MEU DEUS! Tentei o site do Trivago mas não gostei por dois motivos 1) o site é tão pesado que demorava um ano só para poder selecionar o local e as datas e 2) mesmo colocando o filtro do mais barato primeiro só vinham hotéis chiques que custavam o que eu provavelmente vou gastar a viagem inteira!

Acabei fazendo todas as cotações pelo site Booking.com e fiquei bem satisfeita com o site que não tem o layout mais lindo do mundo, mas é funcional, deixa todas as principais informações visíveis só batendo o olho e de quebra ainda me deu um “guia” com dicas do que fazer na Cidade do México em Puerto Vallarta. Recomendo o site e pretendo falar mais dos hotéis depois de voltar e fazer minha avaliação (diz a pessoa que viaja horrores -sqn).

Para mim, a parte mais fácil é comprar as passagens, principalmente por causa de sites como skyscanner que pesquisam os melhores preços de vôo para o local e períodos que precisamos. Mas aqui vai uma dica, vôos com destino ao México muitas vezes podem fazer escala em cidades dos Estados Unidos e geralmente esses vôos são mais baratos, porém, contudo, entretanto, todavia como eu não tenho um visto já estava vendo a merda que isso ia dar (por isso se algum dia forem pro México prestem atenção nisso) fui caçar um vôo direto ou com escala em alguma cidade latino americana porque pelo menos nessa parte do continente ser brasileiro conta como vantagem.

A contagem regressiva já começou e pretendo contar mais um pouco de todo o ~processo~ da viagem e como serão as coisas uma vez que eu chegar lá, mas esse foi o início do meu planejamento dessa nova aventura!

Algumas considerações sobre “blogar”

Então… Acabou.

Calma, não to falando do blog (apesar de que poderia) mas estou falando mesmo do BEDA. Esse ano não deu, mas também não me culpo porque senti que aproveitei bem mais meu tempo fazendo – e não fazendo – outras coisas do que me preocupando com postar no blog todo santo dia.

blog

A verdade é que a blogosfera não é mais como antigamente. Não sei se fomos nós que crescemos demais, se o simples hobby de documentar sua vida por posts perdeu a graça,  se a profissionalização de blogar ajudou a matar a despretensão(?) disso tudo, mas não é mais como antigamente… Sofremos algumas baixas nesse mundo tão colorido, tipo com o So Contagious da pônei mais divertida da internet e mais alguns endereços que eu particularmente não conhecia, mas que foram sentidos por toda a minha timeline do twitter.

Enfim.

Esse nem é meu ponto. Sim é triste, sim as coisas mudam, as pessoas mudam mas acredito que cabe a cada um de nós saber o que funciona (ou não) na nossa vida e fazer as mudanças necessárias. More often than not isso é muito mais difícil do que imaginamos quando resolvemos colocar em prática porque muitas vezes isso significa que mudamos e “perder” uma definição que nos acompanhou por tanto tempo é difícil, acreditem i’ve been there a few times. 

Quando a Anna pôs um fim definitivo no So Contagious me perguntei do porquê eu continuar com esse blog. Eu gosto de escrever? Muito, mas não preciso necessariamente de um blog para isso né? Sinceramente nunca cheguei a uma conclusão do porquê eu ainda tenho esse blog, mas é uma coisa que eu gosto e que me faz bem. É extremante acalentador jogar um post na internet e receber respostas de pessoas que também já passaram por situações x ou y  ou que já sentiram do mesmo jeito que eu me senti.

Mas o que eu percebi nesses dias nos quais ocorreram o flop do BEDA é que talvez eu tenha mudado e o meu jeito de blogar não. E isso estava sim afetando meu desempenho, a veracidade dos meus sentimentos e minhas palavras e mais uma porrada de coisa. Nessa semana inteira abria o blog e o último post era do vigésimo sétimo dia de BEDA, ali, intacto e eu não sentia vontade nenhuma de escrever… Isso deveria um sinal claro de colocar também um ponto final nessa minha trajetória cibernética, mas eu sinto que ainda não é minha hora, sabe Deus porque.

Por isso resolvi pensar meus meios de comunicação “não-imediatos” , sendo eles esse blog, meu canal no youtube e minha newsletter. Três coisas pelas quais tenho um grande apreço por fazer mas que foram jogadas totalmente de escanteio na minha vida e isso é uma pena, eu não acho que sou absolutamente brilhante, mas ao que parece existem pessoas que gostam do meu tipo de conteúdo.

Então resolvi me levar um pouquinho mais a sério nesse aspecto da vida. Não, não vou tentar profissionalizar meu blog, ou meu canal, ou minha news (isso é possível?) mas também não vou mais usar tudo isso como um brain dump que é basicamente meu modus operandi desde sempre. Vou filtrar cada conteúdo que quero publicar aqui do que público em outras plataformas, ainda serei eu e meus dramas, minhas neuras, minhas melhores e piores coisas no mundo, só que mais segura, menos auto-depreciativa (mas sempre auto crítica) e eu com uma vontade genuína de ajudar com alguém com minhas tagarelices ou de compartilhar um hobbie ou gosto em comum.

Talvez isso seja um sintoma de virar adulta, talvez seja só um crescimento pessoal aleatório, mas espero ter companhia para compartilhar minhas coisas.

Ser mulher e ir pro bar sozinha {BEDA #27}

No sábado eu não tinha idéia do que iria escrever para esses últimos dias de BEDA, eu tinha acordado super cedo para ir trabalhar, mas já tinha um pensamento fixo de que não queria ir para casa direto… Já faço isso a semana inteira e mesmo amando o aconchego da minha casa perceber que só faço isso: casa-trabalho-casa, 6 dias por semana é  meio desesperador.  Aí juntei a vontade de sair com a vontade de beber (tava com lombriga de vinho há dias) e depois de algumas horas mandei mensagem para meu amigo que não só topa praticamente qualquer rolê, como também mora perto do meu trabalho (ou eu que trabalho perto da casa dele, vocês escolhem).

Só que esse mesmo amigo em questão, apesar de uma das minhas pessoas favoritas nesse mundão de Deus, é mais enrolado que eu iô-iô velho e sempre me dá um bule inteiro de cadeira (get it? get it?). Mesmo depois do trabalho fiz mais um montão de coisas, mas estava cansada de perambular e decidi encontrar um bar para poder tomar pelo menos um mojito enquanto eu o esperava.

Foi aí que começou…

O bar não estava lotado, mas também não estava deserto… Mas assim que eu cruzei a rua no mínimo 10 pessoas viraram a cabeça para me encarar entrando, sozinha, num bar. Pedi uma mesa para dois e me acomodei para poder encarar a esquina de onde eu sabia que meu amigo viria. O garçom muito solícito que me mostrou a mesa me deu um cardápio e eu fiquei ali tentando decidir com que bebida começar minha tarde. Escolhi um Mojito e tirei os fones de ouvido para escutar o barulho das pessoas ao meu redor, dos talheres, dos copos e (quem nunca?) das conversas… Na mesa imediatamente atrás de mim quatro caras conversavam e um deles, meu xará, defendia com unhas e dentes “a posição da mulher na sociedade”, que “mulheres tem instinto de perpetuar a espécie por isso todas querem casar e ter filhos” ou “qualquer mulher que eu me aproximar ela vai querer namorar comigo”(sic). Os outros dois, um tico só mais razoáveis, faziam chacota e um deles (que quase despertou minha simpatia) chamou o amigo de neandertal, confesso que nessa hora eu quase virei para me intrometer e concordar com ele.

Sequei meu mojito em questão de minutos e fiquei na dúvida se pedia ou não uma cerveja, vira e mexe eu encarava alguém me olhando de um jeito estranho, quase com pena, só porque eu estava sozinha… Mesmo os garçons me olhavam de soslaio, eu tinha pedido uma mesa para dois, não tinha? Então por que eu estava sozinha? E mesmo assim, e mesmo fazendo – sozinha – uma coisa que nunca tinha feito antes… Eu não me senti mal, não me incomodei com os olhares disfarçados, com as pessoas que chegavam e saíam me olhando aqui. Sozinha. Confesso que antes eu tinha um puta cagaço disso, porque ir pro bar é uma atividade extremamente social, e geralmente associamos ir pro bar sozinho com: fossa, tristeza profunda, ou alguma coisa ruim/triste e era exatamente o oposto do que eu estava sentindo naquela hora.

Não fiquei surpresa, mas fiquei sim muito grata de terem me deixado no meu canto. Não sei se fosse pela minha cara de poucos amigos ou por conta da minha cabeça me fazendo das risada sozinha e me deixando com cara de doida… Mas eu já estava quase terminando a primeira garrafa de cerveja quando meu amigo chegou e ao que parece as pessoas perderam o interesse, tirando quando um de nós se empolgava e elevava um pouco a voz.

Parecia que o mundo tinha dado uma curva meio errada mas já tinha acertado o caminho, eu não era mais uma pobre coitada sozinha num bar. Confesso que até hoje não entendo, mesmo que eu estivesse sozinha, e daí? Eu observei um cara entrar nesse mesmo bar nem uma hora depois de mim, fazer as mesmas coisas, pedir um chopp, uns petiscos, mas ninguém olhou, se alguém notou o cara ali foram os garçons.

E por que? Pra que? Não fiquei brava, não fiquei incomodada, só achei uma coisa tão besta. E olha que até eu já deixei de ir tomar uma cerveja num bar porque estava sozinha. Por que?

Talvez meu texto não tenha sido ultra problematizador, super eloquente e etc, mas é uma coisa que me deixou pensando, pensando, pensando. Não acredito que aquelas pessoas dividindo o mesmo ambiente que eu estivessem me condenando, julgando sim, com certeza, mas Deus sabe o que elas estavam pensando, eu só faço suposições.

Combatendo sedentarismo: me exercitando dentro de casa {BEDA #26}

Já falei em outro post que um dos meus objetivos é me movimentar mais do que o percurso casa-trabalho-casa permite.

Pensando nisso pensei em entrar numa academia, coisa que estou prometendo desde o começo do ano mas ainda não fiz porque a) odeio puxar ferro, b) evito convívio em sociedade com desconhecidos o máximo que posso evitar. Tentei começar a caminhar/tentar correr na rua mas não deu porque a) as ruas são super irregulares e esburacadas por conta do excesso de árvores e b) mesmo não querendo acabo encontrando pessoas e ugh.

Confesso que desisti por um tempo, mas eu ando bem incomodada com o meu corpo ultimamente e estava frustrada por não conseguir achar um jeito de mudar isso sem sacrificar meu prazer ou meu orçamento inexistente. Daí umas duas semanas atrás eu vi a Loma falando no snap sobre esse app da Nike e fui fuçar ver o que era estranhando porque eu já usava o Nike Running para tentar caminhar e isso deu horrivelmente errado.

Acontece que ela estava falando no Nike Training Club, um aplicativo com vários treinos guiados para vários níveis e finalidades diferentes. Achei um jeito legal porque é de graça, dá pra fazer em casa sem a necessidade de nenhum aparelho e você pode começar e parar na hora que quiser sem ter que acompanhar uma turma ou um professor “maromba”.

Logo baixei um treino e fui fazer numa segunda feira à noite e pra que? Não aguentei 5 dos 15 minutos que durava o circuito, fiquei toda suada, dolorida e travada nesse minúsculo espaço de tempo, ainda insisti tentando fazer mais um pouco mas o único resultado que consegui foi uma dor insuportável nas pernas que você acompanhou de perto se me segue no snap (alecsrocha, btw). Sério eu não conseguia esticar as pernas sem sofrer dores que me deixaram à beira das lágrimas… Me entupi de relaxante muscular que não relaxava nada e as coisas só foram melhorar depois de 3 dias de gemidos e dificuldade para subir e descer escadas ou degraus maiores e muitos minutos com bolsa de gelo na perna.

Mesmo assim não deixei isso me desmotivar e depois de ter descansado e ter me recuperado 100% baixei outro treino mais leve e dessa vez consegui completar sem maiores problemas. Ainda suada, ainda dolorida mas nada que um banho quente não tivesse resolvido. Porém, contudo, entretanto, todavia não sei se a culpa é minha que baixei só circuitos muito leves, mas uma coisa que eu percebi é o tanto de exercício de perna que tem contra quase nenhum da parte superior do corpo.

Então hoje, depois do trabalho ao invés de repetir um dos treinos ou procura um novo resolvi fazer uma coisa que, na minha opinião, é muito mais desafiadora e trabalha o corpo como um todo de um jeito mais eficiente: o Blogilates.

Blogilates é um canal do youtube que conheci por intermédio do finado So Contagious onde uma mocinha muito positiva chamada Casey faz vídeo-aulas de pilates. Ela tem um “programa” especial para iniciantes chamado POP Pilates e o primeiro vídeo você assiste clicando aqui. Eu já tinha tentado começar o Blogilates antes, e acho que não cheguei a fazer nem uma semana completa, mas foi uma coisa que me deixou dolorida daquele jeito gostoso (tipo quando seus pés estão te matando depois de um dia inteiro passeando por um lugar novo, sabe?) e foi bem desafiador, então vou arranjar um jeito de mesclar esses dois jeitos de me exercitar, pelo menos até encontrar uma academia com um preço não abusivo para natação ou com aulas de dança que não tenham funk (tá, é cultura, mas odeio e i’m not even sorry).

Comecei as coisas para valer essa semana e tô bem feliz pra ser bem sincera, isso não ajuda muito no estresse no trabalho (as pessoas realmente são o câncer do mundo), mas é legal poder se mexer e sentir de novo aqueles músculos que a gente tinha esquecido, ou nem sabia, que existiam. Espero conseguir vingar esse novo hábito!

*insira aqui uma foto de pessoas fitness ou motivacional*

 

Músicas para ficar feliz {BEDA #25}

Houve uma época da minha vida onde eu vivia com um fone de ouvido enfiado nas orelhas ouvindo trocentas músicas no último volume. Onde meu eMule (pois é) sempre tinha algum download pra fazer e eu não fazia idéia de quantas músicas eu tinha armazenadas no computador.

Houve também uma época em que eu conhecia todos os hits das rádios, às vezes conhecia uma banda antes mesmo dela estourar e sempre sabiam de quem estavam falando quando passava um grupinho falando sobre música perto de mim. Claro que naquela época eu não tinha mais nada para fazer além de estudar, e nem isso eu fazia… Aí a gente vai crescendo, vai ganhando outras responsabilidades e, bom, vamos apenas dizer que desde 2006 até 2014 eu não me preocupei em conhecer uma banda nova, o “jejum” se quebrou com Imagine Dragons que foi tipo amor à primeira música (que eu nem sabia que era deles).

A prova de que eu raramente escuto “músicas novas” é que minhas músicas salvas no Spotify são praticamente as mesmas que ouvia lá em 2006, salvo algumas exceções de quando o Discovery acerta alguma coisa nova. Tive idéia para esta playlist enquanto ouvia I’ve got the world on a string sendo cantada pelo maravilhoso Michael Bublé, não dá pra não ficar feliz ouvindo essa música!

Então fiz uma coletânea (risos) no Spotify de músicas que me fazem produzir endorfina sem precisar de exercícios físicos ou chocolate. Nela tem algumas personal favorites, músicas clássicas que levantam o astral na hora e algumas que você pode até estranhar, mas conversam muito bem com o propósito da playlist. Espero que vocês gostem e que colaborem adicionando músicas para todo mundo ficar feliz!

 

Virando um gibi ambulante?{BEDA #24}

Ou: tatuagens que acho foda, mas que não faria porque não tenho coragem.

Quem aqui gosta de tatuagem? o/

Quem aqui viraria fácil um gibi se fosse um pouquinho mais imprudente? o/

Que sou fascinada por tatuagens não é segredo nenhum, mas acho que muita gente assim como eu pensa 354186 vezes antes de fazer qualquer rabisco na pele. Sempre tem aquela vozinha na cabeça que fala “e se você enjoar? e se não gostar mais do desenho depois de feito? e se…? e se…?” quando surge uma nova moda e estilo de tatuagem que lota os instagrams alheios com tatuagens novinhas (algumas até com sanguinho ainda) e eu fico só babando, desejando e não fazendo.

Não me arrependo até agora de nenhuma tatuagem que fiz ou que não fiz, mas já passei muita vontade mesmo. Por isso resolvi fazer uma lista dos estilos de tatuagem que mais acho incrível e que faria se não fosse a vozinha na minha cabeça (e o respeito pelos meus pais que morrem de medo que eu vire um gibi).

Estilo Old School

Acho que o nome é porque esse estilo de tatuagem era muito popular na década de 20 entre os marinheiros, que gravavam na pele coisas do seu cotidiano: âncoras, facas, rosas, pin ups e etc. É um estilo que acho charmoso mas marcante pra caramba e todas as pessoas que vejo que têm tattoo nesse estilo transbordam atitude.

Estilo Geométrico

O nome é meio auto-explicativo né? São desenhos – os mais populares são de animais – que transformam sua forma básica em formas geométricas. Os traços são finos e, geralmente, minimalistas e eu acho uma coisa tão classuda e amazing que confesso é o estilo que mais me dá vontade de fazer porque é o que mais se aproxima do “meu” estilo.

Trabalhos da tatuadora Bicem Sinik, de Istambul, que tem um dos traços mais lindos que já vi e cujo trabalho eu conheci pelo site Hypeness

Estilo Tribal

Outro nome auto-explicativo, esse estilo se baseia nas pinturas corporais indígenas para criar formas bem fluídas e marcadas. Acho que dentro do estilo tribal a Maori é a mais famosa porque cada forma tem um significado diferente e é muito difícil achar quem realmente pense nessas coisas antes de formular um desenho. Queria colocar um exemplo de tatuagem feminina legal, mas só achei aquelas coisas feias no cóccix do início dos anos 2000… Então vai uma de macho mesmo.

tatuagem-tribal-7

E claro que tem muito mais estilos de tatuagem que eu posso imaginar, o meu preferido são as tipográficas, tanto que três das minhas quatro tatuagens são neste estilo que é basicamente você tatuar uma palavra, frase, wtv. com uma fonte estilizada. Estou pensando em fazer uma minimalista também (são aquelas bem pequerruxas e sem traços muito complexos) só preciso decidir onde.

E você? Curte tatuagens? Tem alguma? Me conta nos comentários!

Avatar: A lenda de Aang {BEDA #23}

Se você ainda não sabe, eu fui uma criança otaku.

Começou quando na escola onde eu estudei no primário ensinada japonês ao invés de espanhol durante a alfabetização para não confundir nossa cabeça com as gramáticas parecidas, a obrigação acabou virando gosto principalmente por conta da gama colossal de animes que o SBT exibia diariamente. Quem aí não cresceu vendo Inu Yasha? Sakura Card Captors? Naruto? One Piece?

Passei bons anos da minha adolescência estudando japonês, fazendo aulas de desenho de mangá (notem a especificidade) na Liberdade, indo a trindade sagrada de animes durante o ano (Anime Dreams, Anime Friends e Ressaca Friends, fyi) e consumindo trocentas coisas mais da cultura japonesa num geral.

Aí eu cresci, desisti das aulas de japonês (coisa que amargo até hoje) e passei a me interessar por outras coisas até me desvincular totalmente dessa vida.

Isso tudo até duas semanas atrás quando decidi, do mais absoluto nada, quando decidi ver Avatar: A lenda de Aang. Um anime que foi feito e transmitido pela Nickelodeon mas que acabei conhecendo pelo SBT porque Titio Silvio Santos sempre foi amorzinho desse jeito.

Avatar - A Lenda de Aang (1)

Eu nunca tinha dado a devida atenção à Aang e sua turma até começar o anime do zero, que por sinal é curtinho tem só 3 temporadas (divididas em “livros”), com mais ou menos 20 episódios cada e cada episódio – tirando as aberturas – não passa dos 15 minutos.

A razão principal pela qual eu gostei de Avatar é porque é uma série extremamente delicada, no nível de lidar com sentimentos e conflitos humanos de uma maneira verdadeira e pura, sem subestimar os personagens pela pouca idade. Confesso que chorei uns bocados em certas partes, ora porque era muito triste, ora porque era realmente muito lindoo (i.e: Episódio 3 do livro 3).

Avatar conta a história de Aang, um monge dobrador de ar (denominação dada para alguém que pode controlar algum elemento) que é o Avatar, uma pessoa de poder extraordinário que pode dobrar todos os quatro elementos e é detentor de grande sabedoria. A parte incrível é que Aang ficou congelado por 100 anos e mesmo depois de tanto tempo permanece um garoto de 12 anos que vai descobrir coisas que vão muito além da dobra de Ar, Água, Terra ou Fogo.

Depois de ser despertado do congelamento por Katara e Sokka, dois irmãos de uma tribo da água, Aang descobre não só dois amigos, mas também a primeira pessoa que pode lhe ajudar com sua missão de dominar os quatro elementos. Katara é uma dobradora de água e é com ela que Aang aprende algumas de suas lições mais importantes…

Inclusive, não acho que isso possa ser considerado spoiler, uma das minhas cenas preferidas de Avatar é quando Aang precisa liberar os sete chakras para poder dominar o estado Avatar. É uma sequência simples, mas que capta muito bem a essência da série e pode provocar uma reflexão muito legal sobre nós mesmos.

Acho que vale a pena conferir.