Ser mulher e ir pro bar sozinha {BEDA #27}

No sábado eu não tinha idéia do que iria escrever para esses últimos dias de BEDA, eu tinha acordado super cedo para ir trabalhar, mas já tinha um pensamento fixo de que não queria ir para casa direto… Já faço isso a semana inteira e mesmo amando o aconchego da minha casa perceber que só faço isso: casa-trabalho-casa, 6 dias por semana é  meio desesperador.  Aí juntei a vontade de sair com a vontade de beber (tava com lombriga de vinho há dias) e depois de algumas horas mandei mensagem para meu amigo que não só topa praticamente qualquer rolê, como também mora perto do meu trabalho (ou eu que trabalho perto da casa dele, vocês escolhem).

Só que esse mesmo amigo em questão, apesar de uma das minhas pessoas favoritas nesse mundão de Deus, é mais enrolado que eu iô-iô velho e sempre me dá um bule inteiro de cadeira (get it? get it?). Mesmo depois do trabalho fiz mais um montão de coisas, mas estava cansada de perambular e decidi encontrar um bar para poder tomar pelo menos um mojito enquanto eu o esperava.

Foi aí que começou…

O bar não estava lotado, mas também não estava deserto… Mas assim que eu cruzei a rua no mínimo 10 pessoas viraram a cabeça para me encarar entrando, sozinha, num bar. Pedi uma mesa para dois e me acomodei para poder encarar a esquina de onde eu sabia que meu amigo viria. O garçom muito solícito que me mostrou a mesa me deu um cardápio e eu fiquei ali tentando decidir com que bebida começar minha tarde. Escolhi um Mojito e tirei os fones de ouvido para escutar o barulho das pessoas ao meu redor, dos talheres, dos copos e (quem nunca?) das conversas… Na mesa imediatamente atrás de mim quatro caras conversavam e um deles, meu xará, defendia com unhas e dentes “a posição da mulher na sociedade”, que “mulheres tem instinto de perpetuar a espécie por isso todas querem casar e ter filhos” ou “qualquer mulher que eu me aproximar ela vai querer namorar comigo”(sic). Os outros dois, um tico só mais razoáveis, faziam chacota e um deles (que quase despertou minha simpatia) chamou o amigo de neandertal, confesso que nessa hora eu quase virei para me intrometer e concordar com ele.

Sequei meu mojito em questão de minutos e fiquei na dúvida se pedia ou não uma cerveja, vira e mexe eu encarava alguém me olhando de um jeito estranho, quase com pena, só porque eu estava sozinha… Mesmo os garçons me olhavam de soslaio, eu tinha pedido uma mesa para dois, não tinha? Então por que eu estava sozinha? E mesmo assim, e mesmo fazendo – sozinha – uma coisa que nunca tinha feito antes… Eu não me senti mal, não me incomodei com os olhares disfarçados, com as pessoas que chegavam e saíam me olhando aqui. Sozinha. Confesso que antes eu tinha um puta cagaço disso, porque ir pro bar é uma atividade extremamente social, e geralmente associamos ir pro bar sozinho com: fossa, tristeza profunda, ou alguma coisa ruim/triste e era exatamente o oposto do que eu estava sentindo naquela hora.

Não fiquei surpresa, mas fiquei sim muito grata de terem me deixado no meu canto. Não sei se fosse pela minha cara de poucos amigos ou por conta da minha cabeça me fazendo das risada sozinha e me deixando com cara de doida… Mas eu já estava quase terminando a primeira garrafa de cerveja quando meu amigo chegou e ao que parece as pessoas perderam o interesse, tirando quando um de nós se empolgava e elevava um pouco a voz.

Parecia que o mundo tinha dado uma curva meio errada mas já tinha acertado o caminho, eu não era mais uma pobre coitada sozinha num bar. Confesso que até hoje não entendo, mesmo que eu estivesse sozinha, e daí? Eu observei um cara entrar nesse mesmo bar nem uma hora depois de mim, fazer as mesmas coisas, pedir um chopp, uns petiscos, mas ninguém olhou, se alguém notou o cara ali foram os garçons.

E por que? Pra que? Não fiquei brava, não fiquei incomodada, só achei uma coisa tão besta. E olha que até eu já deixei de ir tomar uma cerveja num bar porque estava sozinha. Por que?

Talvez meu texto não tenha sido ultra problematizador, super eloquente e etc, mas é uma coisa que me deixou pensando, pensando, pensando. Não acredito que aquelas pessoas dividindo o mesmo ambiente que eu estivessem me condenando, julgando sim, com certeza, mas Deus sabe o que elas estavam pensando, eu só faço suposições.

Combatendo sedentarismo: me exercitando dentro de casa {BEDA #26}

Já falei em outro post que um dos meus objetivos é me movimentar mais do que o percurso casa-trabalho-casa permite.

Pensando nisso pensei em entrar numa academia, coisa que estou prometendo desde o começo do ano mas ainda não fiz porque a) odeio puxar ferro, b) evito convívio em sociedade com desconhecidos o máximo que posso evitar. Tentei começar a caminhar/tentar correr na rua mas não deu porque a) as ruas são super irregulares e esburacadas por conta do excesso de árvores e b) mesmo não querendo acabo encontrando pessoas e ugh.

Confesso que desisti por um tempo, mas eu ando bem incomodada com o meu corpo ultimamente e estava frustrada por não conseguir achar um jeito de mudar isso sem sacrificar meu prazer ou meu orçamento inexistente. Daí umas duas semanas atrás eu vi a Loma falando no snap sobre esse app da Nike e fui fuçar ver o que era estranhando porque eu já usava o Nike Running para tentar caminhar e isso deu horrivelmente errado.

Acontece que ela estava falando no Nike Training Club, um aplicativo com vários treinos guiados para vários níveis e finalidades diferentes. Achei um jeito legal porque é de graça, dá pra fazer em casa sem a necessidade de nenhum aparelho e você pode começar e parar na hora que quiser sem ter que acompanhar uma turma ou um professor “maromba”.

Logo baixei um treino e fui fazer numa segunda feira à noite e pra que? Não aguentei 5 dos 15 minutos que durava o circuito, fiquei toda suada, dolorida e travada nesse minúsculo espaço de tempo, ainda insisti tentando fazer mais um pouco mas o único resultado que consegui foi uma dor insuportável nas pernas que você acompanhou de perto se me segue no snap (alecsrocha, btw). Sério eu não conseguia esticar as pernas sem sofrer dores que me deixaram à beira das lágrimas… Me entupi de relaxante muscular que não relaxava nada e as coisas só foram melhorar depois de 3 dias de gemidos e dificuldade para subir e descer escadas ou degraus maiores e muitos minutos com bolsa de gelo na perna.

Mesmo assim não deixei isso me desmotivar e depois de ter descansado e ter me recuperado 100% baixei outro treino mais leve e dessa vez consegui completar sem maiores problemas. Ainda suada, ainda dolorida mas nada que um banho quente não tivesse resolvido. Porém, contudo, entretanto, todavia não sei se a culpa é minha que baixei só circuitos muito leves, mas uma coisa que eu percebi é o tanto de exercício de perna que tem contra quase nenhum da parte superior do corpo.

Então hoje, depois do trabalho ao invés de repetir um dos treinos ou procura um novo resolvi fazer uma coisa que, na minha opinião, é muito mais desafiadora e trabalha o corpo como um todo de um jeito mais eficiente: o Blogilates.

Blogilates é um canal do youtube que conheci por intermédio do finado So Contagious onde uma mocinha muito positiva chamada Casey faz vídeo-aulas de pilates. Ela tem um “programa” especial para iniciantes chamado POP Pilates e o primeiro vídeo você assiste clicando aqui. Eu já tinha tentado começar o Blogilates antes, e acho que não cheguei a fazer nem uma semana completa, mas foi uma coisa que me deixou dolorida daquele jeito gostoso (tipo quando seus pés estão te matando depois de um dia inteiro passeando por um lugar novo, sabe?) e foi bem desafiador, então vou arranjar um jeito de mesclar esses dois jeitos de me exercitar, pelo menos até encontrar uma academia com um preço não abusivo para natação ou com aulas de dança que não tenham funk (tá, é cultura, mas odeio e i’m not even sorry).

Comecei as coisas para valer essa semana e tô bem feliz pra ser bem sincera, isso não ajuda muito no estresse no trabalho (as pessoas realmente são o câncer do mundo), mas é legal poder se mexer e sentir de novo aqueles músculos que a gente tinha esquecido, ou nem sabia, que existiam. Espero conseguir vingar esse novo hábito!

*insira aqui uma foto de pessoas fitness ou motivacional*

 

Músicas para ficar feliz {BEDA #25}

Houve uma época da minha vida onde eu vivia com um fone de ouvido enfiado nas orelhas ouvindo trocentas músicas no último volume. Onde meu eMule (pois é) sempre tinha algum download pra fazer e eu não fazia idéia de quantas músicas eu tinha armazenadas no computador.

Houve também uma época em que eu conhecia todos os hits das rádios, às vezes conhecia uma banda antes mesmo dela estourar e sempre sabiam de quem estavam falando quando passava um grupinho falando sobre música perto de mim. Claro que naquela época eu não tinha mais nada para fazer além de estudar, e nem isso eu fazia… Aí a gente vai crescendo, vai ganhando outras responsabilidades e, bom, vamos apenas dizer que desde 2006 até 2014 eu não me preocupei em conhecer uma banda nova, o “jejum” se quebrou com Imagine Dragons que foi tipo amor à primeira música (que eu nem sabia que era deles).

A prova de que eu raramente escuto “músicas novas” é que minhas músicas salvas no Spotify são praticamente as mesmas que ouvia lá em 2006, salvo algumas exceções de quando o Discovery acerta alguma coisa nova. Tive idéia para esta playlist enquanto ouvia I’ve got the world on a string sendo cantada pelo maravilhoso Michael Bublé, não dá pra não ficar feliz ouvindo essa música!

Então fiz uma coletânea (risos) no Spotify de músicas que me fazem produzir endorfina sem precisar de exercícios físicos ou chocolate. Nela tem algumas personal favorites, músicas clássicas que levantam o astral na hora e algumas que você pode até estranhar, mas conversam muito bem com o propósito da playlist. Espero que vocês gostem e que colaborem adicionando músicas para todo mundo ficar feliz!

 

Virando um gibi ambulante?{BEDA #24}

Ou: tatuagens que acho foda, mas que não faria porque não tenho coragem.

Quem aqui gosta de tatuagem? o/

Quem aqui viraria fácil um gibi se fosse um pouquinho mais imprudente? o/

Que sou fascinada por tatuagens não é segredo nenhum, mas acho que muita gente assim como eu pensa 354186 vezes antes de fazer qualquer rabisco na pele. Sempre tem aquela vozinha na cabeça que fala “e se você enjoar? e se não gostar mais do desenho depois de feito? e se…? e se…?” quando surge uma nova moda e estilo de tatuagem que lota os instagrams alheios com tatuagens novinhas (algumas até com sanguinho ainda) e eu fico só babando, desejando e não fazendo.

Não me arrependo até agora de nenhuma tatuagem que fiz ou que não fiz, mas já passei muita vontade mesmo. Por isso resolvi fazer uma lista dos estilos de tatuagem que mais acho incrível e que faria se não fosse a vozinha na minha cabeça (e o respeito pelos meus pais que morrem de medo que eu vire um gibi).

Estilo Old School

Acho que o nome é porque esse estilo de tatuagem era muito popular na década de 20 entre os marinheiros, que gravavam na pele coisas do seu cotidiano: âncoras, facas, rosas, pin ups e etc. É um estilo que acho charmoso mas marcante pra caramba e todas as pessoas que vejo que têm tattoo nesse estilo transbordam atitude.

Estilo Geométrico

O nome é meio auto-explicativo né? São desenhos – os mais populares são de animais – que transformam sua forma básica em formas geométricas. Os traços são finos e, geralmente, minimalistas e eu acho uma coisa tão classuda e amazing que confesso é o estilo que mais me dá vontade de fazer porque é o que mais se aproxima do “meu” estilo.

Trabalhos da tatuadora Bicem Sinik, de Istambul, que tem um dos traços mais lindos que já vi e cujo trabalho eu conheci pelo site Hypeness

Estilo Tribal

Outro nome auto-explicativo, esse estilo se baseia nas pinturas corporais indígenas para criar formas bem fluídas e marcadas. Acho que dentro do estilo tribal a Maori é a mais famosa porque cada forma tem um significado diferente e é muito difícil achar quem realmente pense nessas coisas antes de formular um desenho. Queria colocar um exemplo de tatuagem feminina legal, mas só achei aquelas coisas feias no cóccix do início dos anos 2000… Então vai uma de macho mesmo.

tatuagem-tribal-7

E claro que tem muito mais estilos de tatuagem que eu posso imaginar, o meu preferido são as tipográficas, tanto que três das minhas quatro tatuagens são neste estilo que é basicamente você tatuar uma palavra, frase, wtv. com uma fonte estilizada. Estou pensando em fazer uma minimalista também (são aquelas bem pequerruxas e sem traços muito complexos) só preciso decidir onde.

E você? Curte tatuagens? Tem alguma? Me conta nos comentários!

Avatar: A lenda de Aang {BEDA #23}

Se você ainda não sabe, eu fui uma criança otaku.

Começou quando na escola onde eu estudei no primário ensinada japonês ao invés de espanhol durante a alfabetização para não confundir nossa cabeça com as gramáticas parecidas, a obrigação acabou virando gosto principalmente por conta da gama colossal de animes que o SBT exibia diariamente. Quem aí não cresceu vendo Inu Yasha? Sakura Card Captors? Naruto? One Piece?

Passei bons anos da minha adolescência estudando japonês, fazendo aulas de desenho de mangá (notem a especificidade) na Liberdade, indo a trindade sagrada de animes durante o ano (Anime Dreams, Anime Friends e Ressaca Friends, fyi) e consumindo trocentas coisas mais da cultura japonesa num geral.

Aí eu cresci, desisti das aulas de japonês (coisa que amargo até hoje) e passei a me interessar por outras coisas até me desvincular totalmente dessa vida.

Isso tudo até duas semanas atrás quando decidi, do mais absoluto nada, quando decidi ver Avatar: A lenda de Aang. Um anime que foi feito e transmitido pela Nickelodeon mas que acabei conhecendo pelo SBT porque Titio Silvio Santos sempre foi amorzinho desse jeito.

Avatar - A Lenda de Aang (1)

Eu nunca tinha dado a devida atenção à Aang e sua turma até começar o anime do zero, que por sinal é curtinho tem só 3 temporadas (divididas em “livros”), com mais ou menos 20 episódios cada e cada episódio – tirando as aberturas – não passa dos 15 minutos.

A razão principal pela qual eu gostei de Avatar é porque é uma série extremamente delicada, no nível de lidar com sentimentos e conflitos humanos de uma maneira verdadeira e pura, sem subestimar os personagens pela pouca idade. Confesso que chorei uns bocados em certas partes, ora porque era muito triste, ora porque era realmente muito lindoo (i.e: Episódio 3 do livro 3).

Avatar conta a história de Aang, um monge dobrador de ar (denominação dada para alguém que pode controlar algum elemento) que é o Avatar, uma pessoa de poder extraordinário que pode dobrar todos os quatro elementos e é detentor de grande sabedoria. A parte incrível é que Aang ficou congelado por 100 anos e mesmo depois de tanto tempo permanece um garoto de 12 anos que vai descobrir coisas que vão muito além da dobra de Ar, Água, Terra ou Fogo.

Depois de ser despertado do congelamento por Katara e Sokka, dois irmãos de uma tribo da água, Aang descobre não só dois amigos, mas também a primeira pessoa que pode lhe ajudar com sua missão de dominar os quatro elementos. Katara é uma dobradora de água e é com ela que Aang aprende algumas de suas lições mais importantes…

Inclusive, não acho que isso possa ser considerado spoiler, uma das minhas cenas preferidas de Avatar é quando Aang precisa liberar os sete chakras para poder dominar o estado Avatar. É uma sequência simples, mas que capta muito bem a essência da série e pode provocar uma reflexão muito legal sobre nós mesmos.

Acho que vale a pena conferir.

Daqui pra frente, tudo vai ser diferente… {BEDA #22}

Você tem que aprender a ser gente, o teu orgulho não vale nada.

A letra da música pouco tem a ver com esse post em si, mas eu gosto do Lulu Santos então deixa assim!

Nesses vinte e poucos dias de BEDA já tivemos memes, posts tipo fluxo de consciência, posts desabafos, posts planejados, posts de tudo quanto é jeito. E nesses vinte e poucos dias de Agosto eu pensei e repensei muita coisa: no que esse blog é, no meu canal do youtube, no meu futuro profissional e pessoal.

Mas se tem uma coisa que eu aprendi é que pensar demais nas coisas é uma coisa extremamente tóxica pra mim, minha cabeça se enche de caraminholas, o estômago embrulha e eu só consigo pensar em tudo o que eu não sei fazer e no que eu gostaria de ter mas não tenho. Pensando nisso resolvi viver um dia de cada vez, mas estabelecendo alguns objetivos para um futuro mais próximo e que eu sei que posso fazer. Então apesar de ainda estarmos em Agosto, aqui vai uma lista-de-coisas-para-fazer-em-2017

  • Uma das coisas que decidi que quero fazer é migrar o blog do wordpress.com para o wordpress.org (esse post do imasters dá 7 motivos para isso) só que isso dá um puta trabalho e vai precisar de alguns investimentos que no momento não tenho condiçõe$ de fazer.
  • Quero arranjar um emprego na minha área, apesar de já ter me formado há um tempinho e não ter nenhuma experiência. Vou procurar com calma e coisas que estejam no meu nível, sempre gostei de aprender e acho que não tem jeito melhor de fazer isso do que praticando todo dia. Também vou tentar fazer algum curso que me interesse e me ajude nessa parte.
  • Pensei seriamente em deletar meu canal, mas fazer vídeos é uma coisa que realmente gosto apesar de ter sido jogado para escanteio. Só peço a colaboração da meia dúzia de gatos pingados que assistem para me dar algum tipo de feedback (pfvr)
  • Uma coisa que já estou fazendo e quero manter é ler pelo menos um livro por semana, e já estou procurando títulos que me interessem no Skoob, e também aceito indicações
  • Estou tentando me exercitar em casa, passei a semana passada inteira morrendo de dor por conta de um exercício mau feito, mas gosto da sensação que fica depois de utilizar meu corpo para mais do que ir e voltar do trabalho.
  • Depois da(s) minha(s) viagem(ns) de férias vou zerar minhas dívidas e cancelar todos os cartões da minha vida que só me trazem dor de cabeça.
  • Vou dizer mais sim para os rolês que me convidam quando eu tiver vontade (por mais mínima que seja)

Não são resoluções, não são prometas que tem que começar na segunda, são coisas que decidi fazer para manter a apatia longe da minha vida. Infelizmente as coisas que amo não vão cair do céu diretamente para o meu colo e eu não vou atingir meus objetivos maiores da noite pro dia, então meu foco agora é melhorar a qualidade da minha vida atual e, devagar e sempre, caminhar para uma coisa que vá me fazer feliz.

Eu sempre passei horas e horas reclamando e sentindo pena de mim e isso não resolveu nada, mesmo pessoas que querem me ajudar não podem fazer nada além de dizer mensagens motivacionais, mas elas não funcionam se eu não acreditar em mim. Este é um post mais para mim do que qualquer outra pessoa, mas se alguém ler isso e estiver na mesma situação que eu (ou seja: na merda) que esse puxão de orelha também te ajude a acordar pra vida.

Afinal já dizia Lulu:

“Voce tem a vida inteira pra viver
E saber o que é bom e o que é ruim

Acho bom pensar depressa e escolher
Antes do fim”

 

Always {BEDA #21}

Ou: o que a releitura de Harry Potter fez com a minha pessoa.

No começo deste ano, eu decidi participar de um projeto na internet de reler a saga Harry Potter. Já falei sobre isso em um post ou outro, e se você acompanha meu canal no Youtube sabe que todo mês (ou quase) postei uma vídeo-resenha falando sobre as minhas impressões depois de cada reletura… Sim, ainda falta os vídeos dos 3 últimos livros, ainda não tive estabilidade emocional pra isso.

Acontece que neste domingo eu acordei e faltavam menos de 40% do livro para ler. Não tinha mais como procrastinar, eu procrastinei tanto a leitura de A Ordem da Fênix que acabei devorando O Enigma do Príncipe e quando vi já estava quase no fim de As Relíquias da Morte.

Mesmo procurando ler o livro com um olhar mais crítico do que eu não tinha anos atrás, não consegui não me envolver, não sentir o que cada um deles sentia e não sofrer ao já saber (e relembrar) o triste destino de algumas pessoas. Essas são algumas coisas que eu (re)aprendi com o passar dos livros:

Se teve uma coisa que essa releitura me deu, foi uma noção bem maior do inferno pelo qual o Harry passou. Eu nunca fui muito fã d’O-menino-que-sobreviveu, mas acredito que agora eu pude sentir bem mais a profundidade dos problemas, da profecia, das decisões que ele tinha que tomar sobre assuntos muito além do nível de maturidade dele. Um dos meus maiores choques foram os acontecimentos que seguiram a ressurreição de Voldemort durante o Torneio Tribruxo. Isso e o período no qual Harry ficou na “geladeira” durante o começo do quinto livro para mim são mais do que suficientes para justificar os ataques de raiva dele durante A Ordem da Fênix, uma coisa que me pergunto é se existem psicólogos no universo mágico de Harry porque ele definitivamente deveria ter tido algum tipo de acompanhamento depois de um trauma desse. Passei a admirar muito mais o testa rachada e torcer pela felicidade dele.

Continuo não gostando do Dumbledore, apesar de achar que as intenções dele tenham sido boas eu nunca fui com a cara do diretor e acredito que ele tenha tido muito potencial para ter virado um bruxo das trevas e só não o virou por remorso depois da morte de sua irmã. Acho que os métodos que ele utilizou para os fins aos quais chegamos extremamente falhos e horríveis! Mais uma vez ele quis ser o detentor de todo o poder e causou a morte de muitas pessoas incríveis.

Acredito, agora mais do que nunca, que Draco Malfoy é provavelmente o personagem mais injustiçado da série. Outro que deveria ter consultas com um psicólogo porque o panaca do pai dele provavelmente ferrou toda a cabeça do menino! Por mais arrogante e desagradável que Draco tenha sido, é durante o sexto livro que vemos o conflito que se passa dentro de sua cabeça: ele foi criado acreditando numa supremacia mágica, que pessoas de sangue puro são superiores, que as Artes das Trevas são a chave para um mundo justo e ele passou a vida inteira replicando essas crenças, esses comportamentos achando que seria fácil seguir ordens cruéis quando chegasse o dia. Mas acontece que Draco não é ruim, nunca foi ruim e isso a gente nota quando ele recebe a missão de matar Dumbledore, ele não tem a coragem, o sangue frio, a sede de sangue… Ele só queria deixar os pais orgulhosos, mas não quer matar ninguém, ele realmente não acredita nisso, mas também não sabe se alguém além do próprio Dumbledore estenderia uma mão amiga, que entenderia seus dilemas e desse uma nova chance para recomeçar. Tem uma fanfic dentro da minha cabeça onde ele foge depois da morte de Dumbledore e encontra uma família mestiça que o acolhe e ensina a ele a ver as coisas de um jeito diferente e que no final ele volta para a batalha de Hogwarts do lado dos alunos e da Ordem, o lado que ele descobriu ser o certo e onde ele pode se redimir.

Minerva McGonagall é a rainha da porra toda, uma pessoa que é íntegra 24/7, não se desvia das suas crenças e está pronta para fazer o que for preciso para defender seus alunos e sua escola. Ela sim será uma diretora 10/10.

Não existe poder maior que o do amor. Aquele amor altruísta, que se sacrifica e pode se mostrar de várias formas, nisso Dumbledore tinha razão.

Talvez existam outros pontos a serem observados, mas meu pobre coração de fã não aguenta muito mais do que isso. Foi uma ótima viagem e um alento pra alma reencontra personagens tão incríveis que nos ensinaram tanto. Agora meu “desafio” é ler o roteiro de The Cursed Child e voltar aqui para contar minhas impressões para vocês.

Até lá… Malfeito Feito.